Em agosto de 2026, a mediana do valor de avaliação bancária (VMAB) nos 156 municípios com valor publicado nesse mês era de 1 704 €/m². Entre os 145 municípios com valor em agosto de 2025 e em agosto de 2026, a mediana da variação em 12 meses foi de +17,0%. 11 tinham VMAB acima de 3 000 €/m² (em agosto de 2025, eram 5). O conjunto de municípios com valor mensal muda de um mês para o outro: nem todos têm valor publicado todos os meses.
Este número olha com mais detalhe para o Grande Porto e Braga. O VMAB é um valor de avaliação bancária, não um preço de venda; mais abaixo comparamos os dois.
Fonte: INE — Valor Mediano de Avaliação Bancária (VMAB, indicador 0012248), série até ago/2026. Medianas simples dos municípios; não são médias do país.
Fonte: INE — VMAB 0012248, agosto de 2026.
O Porto ocupa o 6.º lugar, atrás de Lisboa, Oeiras, Cascais, Loulé e Amadora. Em 12 meses, o VMAB do Porto subiu 8,1%, abaixo da mediana da variação dos municípios (17,0%, em 145 municípios).
Variação acumulada (não anualizada) em 118 municípios com valor nos dois meses; mediana: +94,6%. Fonte: INE — VMAB 0012248; cálculo SISO.
Fonte: BCE/Euribor (dados mensais). Prestação ilustrativa de um crédito de 300 000 € a 30 anos, taxa variável, com spread de 1 ponto percentual, sem seguros nem comissões; não é proposta de crédito.
A Euribor 12M foi de 2,23% em março para 3,31% em outubro. Na prestação ilustrada, isso representa cerca de 184 €/mês a mais; o pico de 2023 ficava cerca de 154 €/mês acima do valor de hoje.
Fontes: INE — VMAB 0012248 (agosto); preço de venda mediano INE 0012234 (1T2026) e renda mediana INE 0014696 (2T2026). "Anos de renda" = preço de venda ÷ (renda por m² × 12); os dois períodos diferem. "Posição em 6 anos": ordem da variação entre os 118 municípios com valor nos dois meses. Lisboa: 4 771 €/m², +55,4% em seis anos, 24,3 anos de renda.
Porto e Lisboa. O VMAB do Porto representava 68% do de Lisboa em 2015, 64% em 2020, 68% em 2025 e 70% em agosto de 2026. A relação oscila entre 64% e 70% e não mostra uma tendência clara de aproximação nem de afastamento.
VMAB não é preço de venda. É a avaliação feita pelos bancos nos pedidos de crédito. No Porto, o preço mediano de venda do INE (1T2026) foi de 3 510 €/m² (imóveis existentes: 3 292; novos: 3 904), perto do VMAB de 3 333 €/m²: neste município, o VMAB não é um piso. Em Matosinhos: venda 3 058 €/m² (existentes 2 847; novos 3 596) e VMAB 2 951.
Anos de renda. O preço de venda equivale a cerca de 20,2 anos de renda no Porto e 20,2 em Braga, contra 24,3 em Lisboa. É uma medida bruta (sem custos, impostos nem vacância) e não indica retorno de nenhum imóvel.
1. A subida foi generalizada. A mediana da variação do VMAB entre agosto de 2020 e agosto de 2026 foi de +94,6%. As maiores subidas aparecem na margem sul e no entorno de Lisboa (Moita, Barreiro, Sintra), no Centro, no Alentejo e na Madeira, em geral a partir de preços mais baixos.
2. No Grande Porto, o resultado varia por município. Vila Nova de Gaia (+106,2%), Maia (+101,2%), Gondomar (+111,6%), Valongo (+111,4%) e Braga (+108,4%) ficaram acima da mediana; Matosinhos (+96,7%) ficou perto dela; o Porto (+73,0%) ficou abaixo, o que é habitual em quem parte de preços mais altos.
3. Os juros são uma variável em movimento. A Euribor 12M variou entre 2,23% e 3,31% nestes oito meses; a prestação de um crédito de taxa variável acompanha.
4. O que estes números não dizem. Não dizem se um município é uma boa compra, nem o que acontecerá com os preços. O VMAB cobre 156 municípios no mês (de 308), é uma avaliação bancária e não inclui custos de compra, impostos nem a situação de cada imóvel. Informação de contexto, sem recomendação.
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